08 novembro 2011

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06 novembro 2011

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04 novembro 2011

MX3 quer que ser médico seja visto como profissão de risco para a saúde

Na sequência do post anterior, já vejo aqui potencial para que o ser médico seja visto como profissão de risco para a saúde - do profissional, não do doente. Ah, espera, já é grupo de risco em tanta coisa que se calhar também é profissão de risco para a saúde, não? Não interessa, em frente....

Vamos lá aos argumentos:

  • Stress e fadiga: em poucas palavras, bancos de 24h. Claramente uma loucura que só jovens são capazes de aguentar. E dá desgaste rápido, até porque toda a gente diz que só se gosta mesmo, mesmo, nos primeiros anos. Podem também acrescentar depressão.
  • Caruncho mais ou menos generalizado: dores de costas pelos tempos cirúrgicos, de pernas por andar a correr pelo hospital, tendinites pelo computador,.... Já chega?
  • Perda de audição: há berros de crianças que podem perfurar qualquer tímpano desprevenido.
Acrescentem-se ainda todas as doenças transmissíveis que nos passam pelas mãos, as agulhas e outros materiais perigosos e... Enfim, volta e meia podemos sempre levar uma traulitada de um doente, pelo que também existe um risco não desprezível para a integridade física.

Então, que me dizem? Bora lá com os DJ? Assembleia, cá vamos nós?



* Resta-me acrescentar que, se o meu ponto de vista estiver errado por força do desconhecimento de causa,  força nisso DJ. De resto... já sabem que por aqui há ironia qb, mas também algumas verdades.
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DJ querem profissão vista como de risco para a saúde.... Oh sócios... P'lamor de Deus!

A notícia é do P3 e o título "DJ querem profissão vista como de risco para a saúde" fez-me pensar Hein? - e portanto ir ler os argumentos dos ditos.

A verdade é que sei pouco do que é ser DJ, mas dado que é uma profissão que não me parece passar de prazo tão depressa como, por exemplo, uma carreira futebolística, fiquei curiosa se o motivo seriam danos auditivos ou coisa que o valha. Se bem que mesmo esses... Há inúmeras pessoas expostas a decibéis elevados - mas por algum motivo há protecções auditivas; e desconfio que a maior parte terá um emprego menos agradável do que passar música em discotecas. Acrescente-se que, pelo que sei, ser DJ não é para quem quer, é para quem pode, pelo que a maior parte deles não estarão no ramo por necessidade absoluta de pagar as contas ao fim do mês; são antes dos poucos privilegiados que são pagos para fazerem o que gostam.

E eis que, lendo a notícia, são estes os argumentos com os quais me deparo:


  • Dores da coluna, músculos e articulações: acredito, mas... Não as temos todos, sooner or later? Não sei se há tendinites específicas do fazer-aquela-cena-de-raspar-o-vinil, mas não me parece motivo qb para profissões serem consideradas de risco para a saúde...
  • Varizes nas pernas e nos pés: se isto fosse válido para todas as profissões que implicam passar muito tempo de pé, só se safavam as secretárias. Já agora: dançar ajuda.
  • Perda de audição: já discutida;
  • Irritabilidade, stress e fadiga: bom... realmente ouvir música a noite toda deve dar uma irritação do caraças, sobretudo quando é má, mas eles nunca põem música que acham má - pois não? Stress e fadiga também - quase tanta como acordar às 6 da manhã, andar 2h de transporte, ter 2 empregos, etc...
  • Alterações da pressão sanguínea, ritmo cardíaco e respiratório: ai sim? Mas porquê? Pela adrenalina? 
Posso estar a ser injusta, a verdade é que falo de uma realidade que não conheço, mas a tentativa de fazer equivaler a profissão de DJ à de bailarino, pelo desgaste físico, me parece abusiva. O mais engraçado é que, no mesmo artigo, o próprio DJ Vibe afirma ""no geral, os DJ não estão a noite toda a tocar [e] a exposição ao som são eles que controlam”. Na verdade, o maior desgaste que Vibe tem sentido com a profissão é causado pelas viagens." 


E assim sendo, lá se vai o argumento da perda de audição.

Ahhhhhh que já não há DJ como antigamente....



P.S.: Mas claro que nisto cada um puxa a brasa à sua sardinha, de maneira que já, já a seguir eu vou aproveitar o andar da carruagem para puxar a brasa à minha.
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03 novembro 2011

Al Berto - Ofício de viajante

procurei dentro de ti o repercutido som do mar
a voz exacta das plantas e um naufrágio
o deslizar das aves, o amor obsessivo pelos espelhos
o rumor latejante dos sonhos, as cores dum astro explodindo
o cume nevado de cada montanha
difíceis rios, os dias

vivi talvez em Roma
no tempo em que ali chegavam os trigos da Sicília e os vinhos raros das
ilhas
a fama remota dos ladrões de Nuoro

todo o meu corpo estremeceu ao mudar de voz
cresci com o rapaz, embora nunca tivéssemos sido irmãos
e quando ficámos adultos para sempre
alguém lhe ofereceu o oficio de viajante

eu morri perto de Veneza
e quando atirava pedras aos pássaros sempre me ia lembrando de ti
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A clash of kings - George R. R. Martin

Não tenho muito mais a dizer sobre este livro, além de que "é uma coisa do demo".

Passo a explicar: o facto de cada capítulo ser narrado por sua personagem tem os seus prós e contras. Sim, é diferente e evita que a narrativa se torne tão maçuda quanto as centenas de páginas de cada volume poderia fazer supor a potenciais leitores mais preguiçosos. Por outro lado, faz com que por vezes se perca um pouco não exactamente o fio condutor da narrativa, mas antes aquele efeito de suspense do "what happens next". Se no fim de um capítulo ficamos com aquele feeling de stand by, mortinhos por saber o que acontece depois, muitas das vezes, quando finalmente nos deparamos com um capítulo da mesma personagem (tipo, umas 100 páginas depois), o pensamento é mais "o que é lhe tinha acontecido mesmo?"

Posto isto, se é certo que o A Game of Thrones é um set up, no qual cada personagem assume parece assumir o seu lugar no xadrez dos Seven Kingdoms, neste A Clash of Kings começamos a ter movimentos coordenados das diferentes partes, ainda que sempre com a noção de que a verdadeira estratégia, o verdadeiro jogo, está longe de ser revelado.

Certo é que cada livro, por si só, de pouco ou nada vale, fazendo apenas sentido no todo no qual se engloba.  Não tem princípio, meio e fim; é um pouco como a história do nosso país - temos que a conhecer até ao presente para perceber como chegamos a este estado. Se bem que, neste caso, nem isto nos chega.

E ainda assim, um livro que nem acaba de uma forma muito "excitante", deixa-nos cheios de vontade de continuar com o próximo volume e nos voltarmos a embrenhar no mundo do Bran, do Jon e da Arya, da Daenerys e do Tyrion, para não os perdermos de vista. Da mesma maneira que não queremos perder de vista aqueles amigos especiais *.

(E isto é uma coisa do demo porque eu estou a tentar ler outro pelo meio e não sei se consigo; já lhe chamo a cobaia...).

* O que é mau dado que ficou bem patente no 1º volume que o RR Martin é um sádico masoquista sociopata génio? que nutre menos afecto pelas personagens que cria do que os desgraçados corajosos  crentes  leitores que o seguem.
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01 novembro 2011

O google +...

Não tem ninguém, está às moscas desde a nascença, é um deserto.
Já o reader toda a gente usa, vão-se lendo os feeds e fazendo share das coisas mais engraçadas; podemos seguir pessoas e ver o que partilham.

Solução da google: acaba com os itens partilhados no reader... Para ver se o Google + anima?!

bardam$$da
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