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11 janeiro 2013

There and back again

Vim aqui espreitar e parece incrível que o último post tenha sido escrito em Setembro (!!!) - realmente o tempo voa...

O exame lá correu. Nas últimas semanas estava mais do que pelos cabelos, o que prejudicou um bocado. Não espero uma nota brilhante, mas também não espero uma nota má - e ainda estou a tentar perceber ao certo onde é que isso me deixa.

Passeei um bocado por aí depois do exame. Foi bom, tive uma aterragem no mundo "normal" facilitada pela beleza de alguns dos sítios e pela generosa quantidade de neve que me foi recebendo. A História de uma cidade e as estórias de outra conseguiram despertar o interesse do meu pobre cérebro em modo esponja encharcada, mas livros é que nem vê-los.

É isso mesmo, é incrível porque sempre gostei imenso de ler e senti bastante a falta durante o "retiro", mas a verdade é que desde Novembro que ainda não consegui ler um "livro, livro". Li, sim, alguma banda desenhada - um Universo para o qual despertei há pouco tempo, quando percebi que nem tudo em BD gira à volta de super heróis.

Entretanto comecei o ano comum. O hospital onde estou é mais pequeno do que estou habituada, mas perto de casa, pelo que tinha sido a minha 1a opção. Ainda estou a tentar perceber o que é suposto fazer e não fazer. Ainda estou indecisa entre o medo e a impaciência que é esta coisa de estar à espera de ser "médica a sério", nunca saber ao certo se vou ficar desapontada com yet another história clinica na variante nota de entrada ou se vou ficar frente a frente com um doente sem saber o que lhe fazer - e enquanto espero para ver no que dá, sinto na pele os efeitos de meses de pausa.

Tenho tempo livre - muito. E ando a pensar como ocupá-lo. Para já, quando chego a casa fico mesmo a vegetar no sofá - o acordar de madrugada é coisa para me deixar de rastos.

Uma coisa é certa: tenho emprego e um ordenado de montante incógnito ao fim do mês. E o ano novo desta fez foi mesmo vida nova.




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28 maio 2012

De maneira que é isto


Fuck you, I won't do what you tell me!



E por favor dai-me forças para não deixar de ser assim.
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24 maio 2012

Hold on



(Please)
"Bless my mind. 
I got so much to do, I ain't got much time 
So, must be someone up above saying "Come on girl! You 

got to get back up!!" 
"You got to hold on..." 

E não, não estou só a pedir neurónios para meter neles tudo o que preciso, mas sim, sobretudo, para que nada de importante me escape.

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11 abril 2012

Faz com que um dia valha a pena

Hoje é um dia em que sei, sei mesmo, que melhorei o dia de alguém.

De alguém internado, com uma situação grave. Alguém a quem estava a ser feito um procedimento com alguns riscos. Que devia estar na escola, a aprender e a brincar. E que, no fim do dia, se vai lembrar mais das brincadeiras do que dos fios, tubos e sacos.

O mérito, esse, é todo dele. E eu fico apenas feliz por ter escolhido uma vida que, não obstante tudo o resto, me permite estar presente em momentos como o que vivi hoje.
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11 janeiro 2012

Ferreira Leite defende que doentes com mais de 70 anos paguem hemodiálise

O título é desta notícia, no jornal Público.

Lendo o texto todo, percebe-se facilmente aquela que é, desde há muito tempo, a intenção do PSD: privatizar o SNS.

Eu sei que estamos em crise, que o SNS é caro e que, efectivamente, há pessoas isentas e que têm todas as condições para pagar. Mas são excepções. A grande maioria dos doentes que aparece nas urgências dos hospitais públicos não consegue pagar os medicamentos. A verdade é essa.

Os tempos de crise têm sempre um lado positivo: a outra face da moeda. A criatividade que, pressionada pela necessidade, vem ao de cima. Sempre acreditei que era nos tempos mais difíceis que o melhor das pessoas vinha ao de cima, e é. Mas também é quando as pessoas mostram o seu pior - o que, curiosamente, parece acontecer acima de tudo na classe política.

Numa altura em que as condições do trabalho médico estão a piorar substancialmente, estão prestes a tirar-nos aquilo que ser médico tem de melhor: é a melhor profissão do mundo. E não falo de emprego, de remunerações ou de estatuto. Falo da capacidade que temos de ajudar uns e outros, independentemente da classe social, da cor, da fé.

Um sistema de saúde como MFL quer - nas suas próprias palavras "Tem sempre direito se pagar" - é um sistema que discrimina e exclui.  Que vai contra o Juramento feito pelos médicos e, em última análise, contra aquilo que é - ou deveria ser - a maior qualidade humana: a capacidade de ajudar o próximo. Ainda por cima feito por quem tem as costas quentes - que é como quem diz, capacidade económica de aceder aos privados - não obstante a capacidade e a qualidade dos hospitais públicos ser igual ou superior.

Na Doença Renal Terminal, há 2 opções de tratamento: a diálise ou o transplante. Ponto final. Sem estes, o doente morre. Quem vai dizer ao doente que a sua vida só pode ser salva se tiver dinheiro para isso?

Na minha opinião, todos os dirigentes políticos deveriam fazer uma urgência de 24h antes de abrirem a boca. E serem eles a dizer ao ser humano que têm à frente, um pessoa igual a eles em tudo, que decidiram que a vida de cada um tem um preço estabelecido em função da conta bancária.
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29 novembro 2011

Harrison 1

Ela: mas ler o Harrison 2 vezes chega, não?

Eu
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16 novembro 2011

Ossos do ofício - literalmente

Ela: então e foste à Capela dos Ossos?
Eu: Fui, fui!
Ela: e então?
Eu: eh pah, muito diferente do que estava à espera... Sempre pensei que fosse uma espécie de gruta, com alguns ossos por lá, mas não. Os ossos foram usados como tijolos, percebes? A parede é toda feita de ossos mesmo.
Ela: Ahhh! E não te fez impressão?
Eu: Por acaso fez! A falta que me fez um crânio quando estava a estudar Anatomia e aqueles ali todos parados à tanto tempo... Achei um desperdício.
Ela: Ahahahhahahaha





Nota: Ela é a minha mãe e sim, soltou uma valente gargalhada. O que me deixou contente até me pôr a pensar que às tantas o meu comentário não foi muito normal e ela já não estranha... Mas nem quero saber porquê.
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04 novembro 2011

MX3 quer que ser médico seja visto como profissão de risco para a saúde

Na sequência do post anterior, já vejo aqui potencial para que o ser médico seja visto como profissão de risco para a saúde - do profissional, não do doente. Ah, espera, já é grupo de risco em tanta coisa que se calhar também é profissão de risco para a saúde, não? Não interessa, em frente....

Vamos lá aos argumentos:

  • Stress e fadiga: em poucas palavras, bancos de 24h. Claramente uma loucura que só jovens são capazes de aguentar. E dá desgaste rápido, até porque toda a gente diz que só se gosta mesmo, mesmo, nos primeiros anos. Podem também acrescentar depressão.
  • Caruncho mais ou menos generalizado: dores de costas pelos tempos cirúrgicos, de pernas por andar a correr pelo hospital, tendinites pelo computador,.... Já chega?
  • Perda de audição: há berros de crianças que podem perfurar qualquer tímpano desprevenido.
Acrescentem-se ainda todas as doenças transmissíveis que nos passam pelas mãos, as agulhas e outros materiais perigosos e... Enfim, volta e meia podemos sempre levar uma traulitada de um doente, pelo que também existe um risco não desprezível para a integridade física.

Então, que me dizem? Bora lá com os DJ? Assembleia, cá vamos nós?



* Resta-me acrescentar que, se o meu ponto de vista estiver errado por força do desconhecimento de causa,  força nisso DJ. De resto... já sabem que por aqui há ironia qb, mas também algumas verdades.
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22 outubro 2011

Alunos de Medicina - toda a verdade

Quando se fala de Medicina, toda a gente tem alguma coisa a dizer. Toda a gente sabe uma série de coisas, todos dão conselhos. Se é verdade que no futebol há treinadores de bancada, na medicina há médicos de café, de trabalho, de rua, de toda a parte.

O mesmo se passa em relação aos médicos. Ai desgraçado se t'apanho, ai os sacanas, ai que é tão boa pessoa, ai que eu admiro muito os médicos, ai que eu sei mais do que eles, etc.

Já com os alunos, a coisa passa muito pelo ai coitadinhos porque têm muito que estudar, são todos génios (caham...), não têm vida própria são muito dedicados e por aí fora. É mais ou menos dado adquirido que aluno de Medicina que se preze é marrão, queima mais pestanas do que os incêndios de Verão queimam árvores e, enfim, é mais ou menos mal tratado pelos mais velhos, explorado e pau para toda a obra durante o máximo de tempo possível.

Ora isso é tudo verdade mas há mais uma coisa que é preciso fazer sofrer viver. Não basta estudar à bruta, andar a correr pelas enfermarias, rezar aos santos, chatear toda a gente e mais alguma para conseguir finalmente preencher a porcariazinha do papel. Isso é o menos. Estágio que se preze, meus caros, implica passar fome. Assim mesmo.

A prová-lo estão os dizeres que mais frequentemente foram proferidos por mim e colegas nestas 2 semanas, a saber:
- Tenho fome
- Estava com uma fome!
- Ainda não almocei (qualquer hora da tarde entre as 14 e as 18)
- Eu hoje não almocei
- Só estou agora a almoçar (16:30, a apontar para sandes)

E isto de sobreviver à fome é uma arte, que andar por aí a desmaiar por não ter comido não é luxo ao qual aluno de Medicina se possa permitir (mais do que uma vez por mês). Muito menos andar enfermaria fora com o estômago a roncar que nem trator. É tudo uma estratégia de coping, que inclui artimanhas diversas, entre as quais:
  • Ter a despensa recheada de comida que caiba no bolso da bata e qualquer bebida de pacote ou iogurte líquido que caiba na mochila/ carteira
  • Os pacotes de bolachas que se compram (estavam à espera de quê? baguetes?) devem ser constituídos por pacotinhos de bolachas (que obviamente têm que caber no bolso da bata e que não se desfaçam, senão é uma chatice)
  • Ter o estômago treinado para não roncar e um organismo capaz de aguentar estoicamente toda e qualquer fome
  • De preferência e já agora, treinem também a bexiga...
Depois, claro, existem pequenas variantes.

Se estamos numa especialidade médica, a técnica consiste em ter os tais pacotinhos no bolso da bata e, quando a fome aperta, enfiar a mão discretamente, tirar metade da bolacha, metê-la à boca como se fosse um valium e roer a um ritmo de 3000 mastigadelas/ minuto. Em alternativa, podemos enfiar-nos num canto e roer a bolacha toda à mesma velocidade. Qualquer coisa como isto, mas de bata.


Já nas cirúrgicas, pela minha experiência, a coisa é diferente. Há que comer quando se pode e pronto, ter fome não interessa para nada. É preciso é forrar o estômago sempre que possível. Sabe-se lá quando aparece outra oportunidade.

Por isso, meus caros familiares/amigos/colegas/companheiros/ cães e gatos que moram connosco, é provável que durante umas boas semanas ao chegar a casa, a 1ª coisa que sai da nossa boca seja WTF? Que é como quem diz...


(Estavam a pensar que wtf era o quê, hein? Tss tsss.)
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30 setembro 2011

Answering machine para doentes psiquiátricos - not bad!

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27 setembro 2011

O Harrison até tem bom aspecto? !??!!? WTF?

O que faz uma jovem saudável, de férias, olhar para um calhamaço de 2 volumes, pelo qual vai ter que estudar durante uns 11 meses, sabendo de antemão o quão penosa e chata e intragável a tarefa vai ser e pensar....


..... olha, não parece assim tão mau!*

?






A TESE!



*E sei que mais tarde vou andar pela casa a puxar os cabelos e a gritar 1000 teses!!! 1000 teses em vez disto!!!

**E não me digam que estou maluca que bem sei que quando vocês têm que fazer alguma coisa, tudo o resto parece bem melhor, mesmo que envolva coisas verdes e Salmonellas.
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07 setembro 2011

Sou a única que ainda não sabe que especialidade quer?

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06 setembro 2011

Seems legit

Fazendo o mesmo com qualquer foto será certamente o fim da cirurgia plástica :)
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01 setembro 2011

Não tarda está a caminho...

... e só espero que não venha numa carroça puxada por burros. Seria agoirar.
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05 julho 2011

Eu sei que não é muito feminino....

Senti-lo e, muito menos, assumi-lo assim, publicamente, mas há que dizê-lo: eu hoje senti os tintins apertadinhos. Senti-me presa pelos tintins. Qualquer coisa desse género.

Para os mais sádicos curiosos, aqui fica a explicação:
  • A tentar estudar para a cadeira B, enquanto espero pelas notas do teórico da cadeira A.
  • A cadeira A tem 3 componentes, A1, A2 e A3 (mais a prática de A1, prática 2 de A1, prática de A2 e oral de uma 4ª componente, A4, só para que conste)
  • Uma nota abaixo de 12 ou acima de 18 em qualquer uma das componentes punha-me logo numa oral. Nem sei quando. Provavelmente ainda antes do exame B.
  • Se a coisa corresse muito mal ou fosse completamente impossível ir a oral, eis o que ficava em causa:
    • Um estágio
    • Uma estadia somewhere
    • Umas férias out there
    • A minha sanidade mental
Mas vá lá que me safei. Até os senti a cair Bem mais aliviada!


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24 junho 2011

No de 24 de Junho...

Do meu 24º ano como estudante, tive aquele que, correndo tudo bem, foi o meu último dia de aulas.

E foi épico*, já agora.





* Muita pena da situação da doente, mas lá que não me vou esquecer, não...
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09 junho 2011

Meeting com a minha orientadora da tese, hoje

Ela: Olha, podemos falar a seguir, queres?
Eu:
Ela: ah, não podes é?
Eu:
Ela: Ah, não faz mal, manda-me só o que escreveste...
Eu:
Não fosse a senhora uma querida, estava tramada...
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28 maio 2011

Sofia - parte II

Cruzei-me com ela uma vez, numa ida imprevista aos Cuidados Intensivos a meio de uma aula de consulta.
Lembro-me de tudo o que não vou contar porque ninguém merece saber, lembro-me das mãos quentes, do olhar confuso e doente a escurecer os olhos de azeitona. Lembro-me de sair da enfermaria com vontade de dar pontapés nas portas, olhar em frente com os olhos muito abertos para que as lágrimas não caíssem, de ver a parede em frente, branca, e ter vontade de ir contra ela. Lembro-me de dizer ao colega que ficou no corredor e que tem um filho "não entres". Lembro-me do mutismo em que fiquei depois.

Em casa, escrevi-lhe um texto agora perdido algures na blogosfera. Mudei-lhe o nome, mas não fui capaz de lhe mudar a história. Nunca tinha chorado por causa de nenhum doente; não voltei a chorar por mais nenhum. Não fui capaz de voltar lá para saber como tinha ficado. Não quis. Não saberia lidar com nenhum dos outcomes possíveis.

Guardei-lhe a forma do rosto, o nome que lhe dei, tudo o que vi e não conto. Quando nada faz sentido é nela que penso; é dela o rosto que vejo nas noites em que me pergunto se sou capaz, do you have what it takes?, e sei que tenho demais e que, ao mesmo tempo, me falta tanta coisa.

Perguntei-me muitas vezes se valeria a pena tudo o que foi feito na tentativa de a salvar. E nunca soube responder a isto.

Soube ontem, por acaso, que sobreviveu. E que, à maneira dela de criança, está feliz.

Quem sou eu para julgar o que vale ou não a pena?

Sofia, se um dia nos cruzarmos, espero aprender contigo tantas respostas como já aprendi perguntas.

Sê feliz.
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25 maio 2011

Na Sexta um café rápido que acabou por durar horas, um test drive, trabalhar para a apresentação de um trabalho, ir a uma inauguração.

No Sábado foram as urgências de manhã e estudo todo o dia, com pausa de 2h para jantar com um amigo.

No Domingo, dormir de manhã (regra pessoal: há uma manhã para pôr o sono em dia - mas continuo com saldo negativo); de tarde Urgências. À noite, estudo.

Segunda as aulas, a apresentação, o marranço do costume. Terça mais uma urgência entalada entre as aulas e o estudo. Hoje o estudo entalado entre aulas e consultas.

Amanhã tenho aulas e dou aulas, depois de arrancar com mais umas horinhas de urgência logo pela matina.

Pelo meio ando a fazer os possíveis por me matar a trabalhar nas férias - go figure -, encontrar tempo para escrever a tese e, porque não, ver umas cirurgias e fazer mais umas horinhas de urgência...

Mas hoje fui a um concerto. E que bem me soube pah! 
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21 maio 2011

Obrigada

Fico sempre sem jeito quando sinto que algumas pessoas ficam verdadeiramente felizes por me ver. Sou carinhosa com os meus, mas não sou dessas pessoas que distribui abraços e beijos por dá cá aquela palha e só porque sim.

Neste momento, perdida nas minhas encruzilhadas, tive um encontro inesperado com 2 pessoas com quem me cruzei a nível profissional. Pessoas de uma área da qual não sabia nada, área da qual entretanto aprendi um pouco mais, o que apenas serviu para multiplicar infinitamente a minha ignorância já de si infinita.

E tive um dos acolhimentos mais calorosos de sempre. Assim mesmo, inesperado e a duplicar.

Além de ficar comovida, deu-me força para este caminho. Mesmo, senti o músculos da alma a tonificar. E foi uma boa palmadinha nas costas na minha confiança cá do fundo, aquela que importa mesmo e que ficou um bocadinho assim pequenininho mais forte.


Por isso, obrigada.

Agora é só treinar não ficar vermelha que nem um pimento.
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