"Wash it out, wash it out, wash it out"
17 janeiro 2012
Songs for 2012 - I
Porque mesmo quando se ouve poucas vezes música, ela está acumulada na nossa memória e todos os dias vem lá do fundo uma música qualquer, que é sempre a melhor que podia ser. They keep me walking.
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"Tastes like fear"
11 janeiro 2012
Ferreira Leite defende que doentes com mais de 70 anos paguem hemodiálise
O título é desta notícia, no jornal Público.
Lendo o texto todo, percebe-se facilmente aquela que é, desde há muito tempo, a intenção do PSD: privatizar o SNS.
Eu sei que estamos em crise, que o SNS é caro e que, efectivamente, há pessoas isentas e que têm todas as condições para pagar. Mas são excepções. A grande maioria dos doentes que aparece nas urgências dos hospitais públicos não consegue pagar os medicamentos. A verdade é essa.
Os tempos de crise têm sempre um lado positivo: a outra face da moeda. A criatividade que, pressionada pela necessidade, vem ao de cima. Sempre acreditei que era nos tempos mais difíceis que o melhor das pessoas vinha ao de cima, e é. Mas também é quando as pessoas mostram o seu pior - o que, curiosamente, parece acontecer acima de tudo na classe política.
Numa altura em que as condições do trabalho médico estão a piorar substancialmente, estão prestes a tirar-nos aquilo que ser médico tem de melhor: é a melhor profissão do mundo. E não falo de emprego, de remunerações ou de estatuto. Falo da capacidade que temos de ajudar uns e outros, independentemente da classe social, da cor, da fé.
Um sistema de saúde como MFL quer - nas suas próprias palavras "Tem sempre direito se pagar" - é um sistema que discrimina e exclui. Que vai contra o Juramento feito pelos médicos e, em última análise, contra aquilo que é - ou deveria ser - a maior qualidade humana: a capacidade de ajudar o próximo. Ainda por cima feito por quem tem as costas quentes - que é como quem diz, capacidade económica de aceder aos privados - não obstante a capacidade e a qualidade dos hospitais públicos ser igual ou superior.
Na Doença Renal Terminal, há 2 opções de tratamento: a diálise ou o transplante. Ponto final. Sem estes, o doente morre. Quem vai dizer ao doente que a sua vida só pode ser salva se tiver dinheiro para isso?
Na minha opinião, todos os dirigentes políticos deveriam fazer uma urgência de 24h antes de abrirem a boca. E serem eles a dizer ao ser humano que têm à frente, um pessoa igual a eles em tudo, que decidiram que a vida de cada um tem um preço estabelecido em função da conta bancária.
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Lendo o texto todo, percebe-se facilmente aquela que é, desde há muito tempo, a intenção do PSD: privatizar o SNS.
Eu sei que estamos em crise, que o SNS é caro e que, efectivamente, há pessoas isentas e que têm todas as condições para pagar. Mas são excepções. A grande maioria dos doentes que aparece nas urgências dos hospitais públicos não consegue pagar os medicamentos. A verdade é essa.
Os tempos de crise têm sempre um lado positivo: a outra face da moeda. A criatividade que, pressionada pela necessidade, vem ao de cima. Sempre acreditei que era nos tempos mais difíceis que o melhor das pessoas vinha ao de cima, e é. Mas também é quando as pessoas mostram o seu pior - o que, curiosamente, parece acontecer acima de tudo na classe política.
Numa altura em que as condições do trabalho médico estão a piorar substancialmente, estão prestes a tirar-nos aquilo que ser médico tem de melhor: é a melhor profissão do mundo. E não falo de emprego, de remunerações ou de estatuto. Falo da capacidade que temos de ajudar uns e outros, independentemente da classe social, da cor, da fé.
Um sistema de saúde como MFL quer - nas suas próprias palavras "Tem sempre direito se pagar" - é um sistema que discrimina e exclui. Que vai contra o Juramento feito pelos médicos e, em última análise, contra aquilo que é - ou deveria ser - a maior qualidade humana: a capacidade de ajudar o próximo. Ainda por cima feito por quem tem as costas quentes - que é como quem diz, capacidade económica de aceder aos privados - não obstante a capacidade e a qualidade dos hospitais públicos ser igual ou superior.
Na Doença Renal Terminal, há 2 opções de tratamento: a diálise ou o transplante. Ponto final. Sem estes, o doente morre. Quem vai dizer ao doente que a sua vida só pode ser salva se tiver dinheiro para isso?
Na minha opinião, todos os dirigentes políticos deveriam fazer uma urgência de 24h antes de abrirem a boca. E serem eles a dizer ao ser humano que têm à frente, um pessoa igual a eles em tudo, que decidiram que a vida de cada um tem um preço estabelecido em função da conta bancária.
03 janeiro 2012
As convenções sociais e as horas de acordar
Umas das convenções sociais que mais me chateia - até porque não tenho que usar fato e gravata - é esta coisa do de manhã é que é, de manhã é que se trabalha.
Tenho a dizer sobre isto que cada um de nós tem o ritmo biológico que pode e não o que quer e eu não me importava nada de ser um desses seres que acorda feliz da vida antes do sol despontar e se deita cedíssimo.
Já sei que saíu por aí um estudo a dizer que as corujas são mais inteligentes - mas devem ter incluído no estudo apenas corujas que trabalham como guardas nocturnos, porque isto da privação de sono dá uma burrice e apatia generalizadas.
Pronto, e era só isto. Vou continuar aos murros no despertador a vida toda. As produtoras de café agradecem.
*Ah!, e essas do deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer, pois sim, só funciona para quem se deita cedo mesmo.
02 janeiro 2012
2011-2012
Eu sei que isto pode não vos dizer muito, mas um blog tem também o seu quê de diário e um dia, quando voltar aqui, sei que vou gostar de ler isto, por isso cá vai.
2011 foi o ano em que:
- Estive pela primeira vez num sítio com muita, muita neve e vi nevar mesmo a sério
- Experimentei fazer snowboard - e não me matei nem tive um EAM
- Conheci melhor o Algarve, regressei a Odeceixe e fui (finalmente!) a Évora
- Fiquei viciada nos jogos Dominion, Game of Thrones e Guillotine
- Aprendi a bater o pé e que com isso podemos ganhar paz
- Vi filmes como o Kikujirô no natsu e o Midnight in Paris
- Caí e me levantei - pois que remédio!
- Comecei a ler a saga Songs of Ice and Fire - e continuo-, li o Shogun, o The Catcher in the Rye e o House of Gods,...
- Conheci Londres e obtive a minha primeira graduação em Jodo
- Compramos um Kindle
- Pensei pela primeira vez que posso vir a não ter emprego
- Fiz 30 anos (e ainda não me recompús)
- Comi uns belos brunch
- Percebi o quanto preciso de um pouco de beleza nos meus dias
- Ouvi The Queen como uma maníaca - e dei por mim dentro de um elevador, a ouvir a Bohemian Rhapsody e a pensar que por mim aquilo encravava 5 minutos para eu poder descansar
- Fiquei desmotivada e voltei a motivar-me x 1000
- Tomei decisões importantes
- Descobri o 9gag (....)
- Relativizei e gostei
- Comecei a jogar regularmente no euromilhões e totoloto
- Vi outra vez a PJ Harvey ao vivo
- E tantas, tantas outras coisas...
Podia dizer que, em 2012, gostava de ter mais tempo para mim, para nós e para os meus; mais tempo para ler, escrever e ouvir música; ir a mais concertos, viajar mais, ter mais dinheiro para dar prendas a mim e aos outros; ter outro gato, ter um cão, tirar mais fotos; sentir-me menos cansada e ensonada - ou por milagre passar a precisar de dormir apenas 5 horas por noite; deixar de fumar, fazer uma alimentação saudável, ser mais organizada, menos insegura, menos preguiçosa; ter a casa sempre arrumada ou expulsar de vez os duendes que a desarrumam - que eu não sou, claro.
Mas 2012 vai ser um ano de mais trabalho e (muito) mais estudo - ou não fosse o Ano Harrison e, como não sou masoquista, nem vou pensar nessas coisas. Por isso peço saúde para mim e para os meus, que sem isso nada feito, estabilidade familiar, emocional e económica qb e, enfim, felicidade - dentro do possível nas circunstâncias previstas.
Rendida às evidências, reconheço que, se o Harrison for a pior coisa do meu ano (que vai ser mauzinho mesmo que corra bem - e espero que sim) já não é nada mau. Nada mau mesmo.
Quanto ao resto... Vamos vendo e vivendo!
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2011 foi o ano em que:
- Estive pela primeira vez num sítio com muita, muita neve e vi nevar mesmo a sério
- Experimentei fazer snowboard - e não me matei nem tive um EAM
- Conheci melhor o Algarve, regressei a Odeceixe e fui (finalmente!) a Évora
- Fiquei viciada nos jogos Dominion, Game of Thrones e Guillotine
- Aprendi a bater o pé e que com isso podemos ganhar paz
- Vi filmes como o Kikujirô no natsu e o Midnight in Paris
- Caí e me levantei - pois que remédio!
- Comecei a ler a saga Songs of Ice and Fire - e continuo-, li o Shogun, o The Catcher in the Rye e o House of Gods,...
- Conheci Londres e obtive a minha primeira graduação em Jodo
- Compramos um Kindle
- Pensei pela primeira vez que posso vir a não ter emprego
- Fiz 30 anos (e ainda não me recompús)
- Comi uns belos brunch
- Percebi o quanto preciso de um pouco de beleza nos meus dias
- Ouvi The Queen como uma maníaca - e dei por mim dentro de um elevador, a ouvir a Bohemian Rhapsody e a pensar que por mim aquilo encravava 5 minutos para eu poder descansar
- Fiquei desmotivada e voltei a motivar-me x 1000
- Tomei decisões importantes
- Descobri o 9gag (....)
- Relativizei e gostei
- Comecei a jogar regularmente no euromilhões e totoloto
- Vi outra vez a PJ Harvey ao vivo
- E tantas, tantas outras coisas...
Podia dizer que, em 2012, gostava de ter mais tempo para mim, para nós e para os meus; mais tempo para ler, escrever e ouvir música; ir a mais concertos, viajar mais, ter mais dinheiro para dar prendas a mim e aos outros; ter outro gato, ter um cão, tirar mais fotos; sentir-me menos cansada e ensonada - ou por milagre passar a precisar de dormir apenas 5 horas por noite; deixar de fumar, fazer uma alimentação saudável, ser mais organizada, menos insegura, menos preguiçosa; ter a casa sempre arrumada ou expulsar de vez os duendes que a desarrumam - que eu não sou, claro.
Mas 2012 vai ser um ano de mais trabalho e (muito) mais estudo - ou não fosse o Ano Harrison e, como não sou masoquista, nem vou pensar nessas coisas. Por isso peço saúde para mim e para os meus, que sem isso nada feito, estabilidade familiar, emocional e económica qb e, enfim, felicidade - dentro do possível nas circunstâncias previstas.
Rendida às evidências, reconheço que, se o Harrison for a pior coisa do meu ano (que vai ser mauzinho mesmo que corra bem - e espero que sim) já não é nada mau. Nada mau mesmo.
Quanto ao resto... Vamos vendo e vivendo!
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