25 março 2013

30 de Maio

Peter Murphy playing Bauhaus, Lisboa *

Nick Cave, Primavera, Porto


Seriously, WHAT'S WRONG WITH YOU PEOPLE???!












* curiosamente, data única, sem um 31 no Porto a permitir um 2 em 1 'imbicto'.
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18 março 2013

De génio e de louco todos temos um pouco

Eu, de manhã, no bloco (insert excited OMG voice): ehhhhh que fixe o canal inguinal!!!! Ahhhhh a linha pectínea!!! Oh pah que fixe! Posso tocar?



Eu, ao fim da tarde, em casa (insert almost puking voice): mas porque é que eu fui comprar polvo? Como é que agora o meto na panela. Ai.... Que impressão. Espera, cena de servir a salada. Ah, bolas, está na máquina. Acho que vou virar o saco e pronto. Uuuurrggghhhhhhh os tentáculos a mexer, parece que está vivo, coitadinho.


Cada um como cada qual.
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12 março 2013

A convenção da organização do tempo

Há alguma convenção não escrita que dita que as pessoas só podem querer organizar o seu tempo nos 2 primeiros meses do ano?

É que a avaliar pela parca oferta de agendas nas voltas que eu dei - e ter-me rendido a uma que não me enche as medidas - começo a achar que sim.



(Eu sei que normalmente é coisa para se comprar no inicio do ano, mas caramba!, e os indecisos como eu? Lá por me ter organizado so far no agora-demasiado-lento-telemóvel não tenho direito a uma agenda gira qb, como eu quero por dentro e que caiba no bolso da bata? Puff..,)
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28 fevereiro 2013

Primeiras conclusões deste ano comum

Este ano,"para onde vais agora?" e "estás em quê agora?" vão ser frases muito ouvidas. Junte-se-lhe o clássico "E então, já sabes o que é que queres?" e já dá conversa para uma semana.
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13 fevereiro 2013

The piano has been smoking - not me*

Aqui há uns tempos deixei de fumar. Foi em 2012, ainda (sempre achei que essas decisões de ano novo, tomadas em dias de bebedeira/ ressaca, estão por definição condenadas ao fracasso).

Já lá vão, repito, uns tempos. E sinto a falta de um cigarro com quem sente a falta de uma má companhia. O nosso convívio fez-me mal, levou-me por maus caminhos - but boy!, did we have fun! Como só os fumadores, passados ou presentes irão perceber - nada faz companhia como a confidência de um cigarro.

Deixei o vicio perdido algures em Berlim. A mesma Berlim dos maus caminhos de Bowie, sem qualquer simbolismo. Uma Berlim cheia de neve, mais condizente com a melosa Fade into You dos Mazzy Star do que com excentrismos camaleónicos. Enterrei, por assim dizer, sob uma camada de gelo aquele que foi, durante mais de uma década (autch!) um dos meus maiores prazeres.

Gostava de ter só coisas boas para dizer - o ganho em anos de vida, o dinheiro que não é mal gasto, o cheiro que já não me persegue que nem núvem escura à volta de um qualquer desenho animado. - E, no fundo, é só isso mesmo, só coisas boas para partilhar - que o resto são cumplicidades pintadas em argolas de fumo, confidências esquecidas num qualquer papel ou na esquina suja de um café e a voz rouca do Tom Waits a arranhar aquele pedaço de alma, atirado para um canto, onde descansa agora uma cadeira vazia.

* e é das lascas dessa mesma cadeira que salta o título do post, adaptação descarada e a servir a circunstância do tema the piano has been drinking not me - Waits, once again.
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11 janeiro 2013

There and back again

Vim aqui espreitar e parece incrível que o último post tenha sido escrito em Setembro (!!!) - realmente o tempo voa...

O exame lá correu. Nas últimas semanas estava mais do que pelos cabelos, o que prejudicou um bocado. Não espero uma nota brilhante, mas também não espero uma nota má - e ainda estou a tentar perceber ao certo onde é que isso me deixa.

Passeei um bocado por aí depois do exame. Foi bom, tive uma aterragem no mundo "normal" facilitada pela beleza de alguns dos sítios e pela generosa quantidade de neve que me foi recebendo. A História de uma cidade e as estórias de outra conseguiram despertar o interesse do meu pobre cérebro em modo esponja encharcada, mas livros é que nem vê-los.

É isso mesmo, é incrível porque sempre gostei imenso de ler e senti bastante a falta durante o "retiro", mas a verdade é que desde Novembro que ainda não consegui ler um "livro, livro". Li, sim, alguma banda desenhada - um Universo para o qual despertei há pouco tempo, quando percebi que nem tudo em BD gira à volta de super heróis.

Entretanto comecei o ano comum. O hospital onde estou é mais pequeno do que estou habituada, mas perto de casa, pelo que tinha sido a minha 1a opção. Ainda estou a tentar perceber o que é suposto fazer e não fazer. Ainda estou indecisa entre o medo e a impaciência que é esta coisa de estar à espera de ser "médica a sério", nunca saber ao certo se vou ficar desapontada com yet another história clinica na variante nota de entrada ou se vou ficar frente a frente com um doente sem saber o que lhe fazer - e enquanto espero para ver no que dá, sinto na pele os efeitos de meses de pausa.

Tenho tempo livre - muito. E ando a pensar como ocupá-lo. Para já, quando chego a casa fico mesmo a vegetar no sofá - o acordar de madrugada é coisa para me deixar de rastos.

Uma coisa é certa: tenho emprego e um ordenado de montante incógnito ao fim do mês. E o ano novo desta fez foi mesmo vida nova.




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