17 março 2011

Voltei

Por incrível que pareça, sobrevivi à experiência do snowboard, acreditam nisto? Eu, Mx3, couch potato de nascença, depois de muito bate cú e enterranço na neve, lá consegui negociar com o diabo do medo que a prancha a escorregar na neve me causou e nos fim já estava pró.... Ou não, claro que não estava pró, duh!, mas já estava à vontade com a prancha, capaz de travar, dar umas curvas e cair na neve com a classe de quem se rende à evidência de que temos que cair para aprender. Afinal, é assim com tudo na vida.

Das férias ficaram-me uma marca tostada na cara, uma valente dor de rabo e um espírito diferente. Não há volta a dar, eu sou muito mais mulher de montanha do que de praia, deve ter sido por isso que gostei tanto daqueles cúmes, a neve, as árvores, as cascatas a descer por ali abaixo desenfreadas, desconfio que uma parte me ficou a correr nas veias.

Ficou-me também a sensação de que este semestre ia ser muito como o snowboard... Primeiro devagarinho, a travar, cheia de paciência para as aulas todas, persistir mesmo quando os músculos ardem, agora serão os das costas à conta de tantas horas passadas na secretária a estudar. Depois, a época de exames mais louca do mundo, o equivalente a soltar-me, ganhar velocidade, tentar manter o equilíbrio e fazer a curva enquanto penso seja o que Deus quiser. E fiquei contente com a analogia.

Agora, alguém me explica onde encaixo neste espírito zen a merda porcaria da constipação que entretanto apanhei?

P.S.: Aaaaaaatttccchhhiiiimmmm!!!!!
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04 março 2011

Sim, são 2 velas. Dois cincos, se faz favor. Porque hoje, é ela quem faz anos e eu quero que o dia seja diferente, quero jantar e bolo e velas e prendas e tudo a que ela tem direito. Quero mais, muito mais do que quereria para mim.

É graças a ela que sou quem sou, para o bem e para o mal. Tenho-lhe os defeitos, as qualidades, as expressões; as virtudes, a moral, a honestidade. Há quem diga que tenho a cara dela. Desconfio que também tenho parte do coração. E, por isso, chocamos muitas vezes, claro que sim. Mas somos nós. Sempre. Defendemo-nos uma à outra, dizemos tudo o que é preciso, mesmo quando não é o que a outra quer ouvir, estamos lá. Ela é o meu ponto de apoio, o meu refúgio; ela está lá sempre para mim, até quando eu mesma não sei estar. Obrigada e...

....Parabéns mãe.
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Fix me...

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There's a light that never goes out*

* Título indecentemente roubado aos The Smiths :P
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Meet me in the sun

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Where to go?

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Insólitos Mx3 I

 Depois de um jantar bem regado e uns kms feitos a passo acelerado, eu e ele decidimos que na volta o melhor mesmo seria apanhar um bus. Sim, aquele que tinha acabado de parar numa paragem uns bons metros atrás de nós pelo que não nos restava alternativa senão correr e bem. O problema foi ao entrar no bus. Depois daquela correria, uma autêntica maratona para mim, com o vinho cansaço acumulado a ajudar, aqui a menina começou literalmente  a ver tudo a andar à roda, a sentir-se desligada do mundo real, cheia de calor, à beira do desmaio.

Não faço do que passa pela cabeça das pessoas antes de desmaiarem. Nunca desmaiei e esta foi a vez que estive mais perto. Mas, por defeito vício profissional, o que me passou foi qualquer coisa como:

Espera o que é isto?
Vou ter uma síncope.
Isto são pródomos de síncope.
E agora, o que é que eu faço?
Pulso, vê o pulso!
Parece normal e agora o que é que faço?
Espera, pode ser hipotensão, dilatação, reacção vaso-vagal, espera, como era aquilo?
Levantar as pernas era isso!
Ai não posso que estou num autocarro.
Baixar a cabeça! Baixa a cabeça, estúpida, qualquer pessoa sabe isso.
Ok, baixei a cabeça.
A respiração, está normal? As extremidades, estão frias? Mas alguém me faz uma gasimetria oh faz favor?

(E passou num instante, mas fiquei a pensar, olha quando um médico tem um ataque cardíaco e sabe que está a ter um ataque cardíaco, com tudo o que sabe sobre isso? Livra!...)
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