13 dezembro 2010

Novidades II

E a 1ª novidade do dia é que aqui o Mx3 ia passando a Mx0...

Passo a explicar: depois de um repasto muito pouco abonado à hora de almoço, achei por bem munir-me de reforços, na forma de um leite achocolatado, para aguentar a aula da tarde (depois de beber outro café, claro, para não dormir em serviço). Pois eis que, quando a dita aula está prestes a findar, farta dos RONCs provenientes do sistema digestivo, decido abrir o dito pacote e beber o leite.

Nada de extraordinário até aqui, não fosse o facto de me ter engasgado. À bruta. Ora não há nada pior do que uma gaja engasgar-se num sítio onde não pode tossir à vontadex. De maneira que, suprimindo o abençoado e salvador reflexo da tosse, começo a olhar para os lados em pânico, à procura das saídas de emergências do anfiteatro ou, quiçá, um quadro vermelho vidrado, com a inscrição "Usar apenas no caso de se engasgar". Claro que, como convém, estava entalada mesmo no meio de uma das filas, pelo que as hipóteses viáveis de fuga resumiam-se a praticamente saltar pelo colo de cerca de 25% dos colegas ou, muito mais charmoso, passar que nem furacão à frente do orador, com a cabeça para dentro da camisola, não fosse o gajo marcar-me.

Posto isto, em 5 segundos, estava eu a pigarrear, corada, olhos lacrimejantes, com a cabeça em modo giroscópio, trying to find a way out, quando o colega do lado, solícito, me pergunta se estou bem. A resposta veio na forma de uma espécie de ronco gutural, super-charmoso, acompanhado de uma cara de pânico por não conseguir falar ou respirar, enquanto o meu cérebro gritava HEIMLISH, HEIMLISH (e esta vai com o link, não vão pensar que a hipóxia me afectou a massa cinzenta e comecei a pensar em coisas estranhas)!

A parte boa é que o ronco lá me desengasgou, pelo que depois foi só respirar fundo e pensar "ainda não foi desta", enquanto sacudia a cabeça para afastar todos os cenários obscuros que a minha mente médica entretanto tinha construído...

A 2ª novidade, bem melhor, é que pela 1ª vez desde os 18 anos, fiz uma árvore de Natal. Uma emoção que, presumo, só quem saíu de casa já no século - milénio! - passado, conseguirá compreender. E ela cá está, linda e frondosa, cheia de bolas vermelhas, a tornar aquela que é a 7ª casa em moro um pouco mais num lar. :)

(Pronto, estou lamechas, mas sabem que uma pessoa quase morrer engasgada deixa-nos a pensar na vida. No meu caso, fiquei a pensar se, da próxima vez, não será melhor pedir um iogurte. Ainda por cima, engorda menos.)

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